terça-feira, 31 de março de 2009

A Equipa das Quinas

Mais um fim de semana de futebol paupérrimo por parte da nossa equipa.
Desta vez não vou culpar o patetão Scolari, nem tão pouco Carlos Queiroz. O que começa a ser confirmação triste mas realista, é o facto de que afinal temos uma selecção que no seu todo não passa de um conjunto de jogadores na sua maioria de classe média e de espírito medíocre.
Aqui nestes dois factores reside o verdadeiro problema da equipa nacional. Para justificar o primeiro basta analisar com cuidado o número de passes errados e jogadas incompletas que acontecem ao longo de um (qualquer) jogo. Depois, como se tal não bastasse, marcar golos, que é aliás o objectivo principal e único, tornou-se uma montanha intransponível quando ocasionalmente os nossos jogadores se deparam com oportunidades de o fazer. Por último, mas talvez ainda mais grave é a atitude de "superstar"que parece alastrar pela equipa e ameaça entorpecer algum valor que ainda reste nas hostes. Por isso, para aqueles que como eu sonham com alegrias e vitórias da nossa equipa, o melhor será prepararmo-nos para mais uma campanha de tristes recordações. Talvez o destino seja condescendente e a agonia não seja longa, pois tudo indica que esta tortuosa e confrangedora campanha poderá não se prolongar para além do outono....

quarta-feira, 25 de março de 2009

(Des)ilusão de óptica....

No passado domingo, 22 de Março, julguei estar a presenciar um acto heróico de uma das figuras mais notórias da politica portuguesa, ao assistir ao vivo aquilo que julguei ser um acto de contrição por parte de Isaltino Morais. Custava-me a acreditar naquilo que via. Afinal contrariamente ao que nos habituaram, ainda havia politicos com consciencia e sentido de honra.... pensava eu. Isaltino Morais apresenta-se em frente dos meus olhos, dilatados de espanto, empunhando uma pistola naquilo que julguei ser um acto de suicidio. Qual que? Afinal o homem, na sua condição de autarca respeitável, preparava-se para dar o tiro de partida para a Meia Maratona de Lisboa. Como o mundo é cinico e cruel!